História do Dicionário
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Primeiros Passos

É preciso que as palavras se ancorem em nós e se tornem iluminação!

Guia Pathwork, Palestra 233

Ainda no período de formação para facilitadora de grupos do Pathwork identifiquei, junto à Maria de Lourdes Florêncio, um desejo comum: o estudo detalhado das palestras com a finalidade de clarear certos termos de uso corrente. No último módulo da formação do Helpership, em abril de 2012, propus sua confecção junto ao grupo de trabalho do qual fazia parte com o objetivo de enriquecer o trabalho de conclusão.

Maria de Lourdes imediatamente prontificou-se a realizar comigo esta tarefa. O desejo expresso em conversas informais tornava-se intenção. Ambas acabamos produzindo um Dicionário, no sentido que lhe dá o NOVO AURÉLIO: “conjunto de vocábulos de uma ciência ou arte, dispostos, em geral, alfabeticamente e com o respectivo significado”.

Na ocasião, Antonio Nunes Jr generosamente ofereceu seus conhecimentos para tornar os verbetes e as palestras que os geraram facilmente acessíveis através de meio eletrônico. O Dicionário foi entregue como presente, em CD-ROM, aos nossos colegas de formação e a alguns helpers que nos acompanharam mais de perto nesse processo.

Com 410 verbetes, o Dicionário foi apresentado no I Encontro Nacional do Pathwork em Salvador, Bahia, em novembro de 2012, despertando o interesse daqueles que assistiram à nossa exposição. Após o término do encontro assumi integralmente a responsabilidade pela sua ampliação e revisão.

O conteúdo do Dicionário

Dando continuidade à elaboração do Dicionário, utilizei como guia o Index Pathwork na sua versão em papel. Segundo informações disponíveis, o Index Pathwork foi um presente da comunidade Pathwork de língua alemã à comunidade Pathwork de língua inglesa. Foi originalmente criado por Michael Bratinick. O Index Bratinick foi transcrito e traduzido para o alemão. Em seguida foi ampliado e melhorado e traduzido de volta para o inglês. O trabalho do Index foi realizado pela helper alemã Marije Moi. Esta, contando com a colaboração de Loes Kieboom, fez a tradução para o inglês. Em ordem alfabética, o Index apresenta termos com a indicação exclusiva de números das palestras nas quais aparecem.

Ao tomar o Index como guia, fiz a correção de 210 verbetes, dentre os 410 existentes, que foram melhorados com as referências nele obtidas. Além disso, criei novos verbetes. No processo de criação disponibilizei-me em cada palestra lida e relida a perceber a emergência de alguns termos que elegi como verbetes. Alguns termos presentes no Index já faziam parte do Dicionário e foram melhorados pela incorporação de outras palestras aí indicadas e que não haviam sido pesquisadas anteriormente. Nesse caso, a informação complementar do Index enriqueceu verbetes já existentes. Em contrapartida, alguns verbetes criados originalmente para o Dicionário não aparecem no Index. Estes foram evidentemente mantidos. O contato com as palestras referidas nos termos sequenciados alfabeticamente no Index permitiu-me também a criação de novos verbetes. Abri-me ao fluxo de um conjunto diversificado de decisões no movimento da leitura no sentido de incorporar, ou não, os termos existentes no Index ao Dicionário. Esse movimento provocou em mim a ação de elaborar critérios com o propósito de preservar a objetividade, a clareza e a compreensão.

Ainda uma palavra sobre as palestras em português. Não tive acesso às palestras exclusivamente voltadas para perguntas e respostas que estão sendo oficialmente traduzidas para nossa língua. Nesse caso, alguns verbetes foram criados a partir das palestras no original em inglês e a elas aparecem referidos. O mesmo ocorreu quando os termos emergiram na sessão de perguntas e respostas que se segue à exposição do Guia e que, nem sempre, aparece traduzida para o português e espanhol nas palestras a que tive acesso. Nesses casos consultei os textos em inglês. Após a reelaboração do Dicionário utilizei para confronto e possíveis correções com o material já existente as notas de estudo de José Constant Amorim Neto, que ele graciosamente chama de “Pérolas”, em dois volumes.

A revisão da grafia dos termos em português seguiu o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa (1990) e foi realizada por Carmen Lúcia Jochem.

O meio eletrônico de consulta

A autoria do projeto, desenvolvimento e implantação dos recursos de tecnologia da informação e website do Dicionário Pathwork é de Antonio Nunes Júnior, que aperfeiçoou o acesso do meio eletrônico ao Dicionário, melhorou-o esteticamente e criou novas facilidades de entrada ao conteúdo e de navegação entre termos, acepções e palestras, incluindo ferramentas eletrônicas que permitirão a sua tradução para outras línguas. Também é dele a confecção de uma versão da primeira edição do Dicionário em pdf, disponibilizada para compra, cujo valor auferido será, nesse momento, imediatamente revertido para a Regional Rio de Janeiro/Espírito Santo.

A divulgação

A 1ª edição do Dicionário em português foi lançada oficial e publicamente por ocasião do II Encontro Nacional do Pathwork Brasil realizado em São Paulo, em setembro de 2014. Está hospedada no site da Regional Pathwork Rio de Janeiro/Espírito Santo, recém-refeito e disponível ao acesso desde julho deste ano.

Além das possíveis melhorias que possa ter numa edição posterior, está prevista sua tradução para o inglês e espanhol. Nossa intenção é doar o Dicionário em português, inglês e espanhol à International Pathwork Foundation. As primeiras conversas nessa direção já foram realizadas pela trustee Glória Costa em contato com a diretoria dessa instituição da qual faz parte.

A conclusão desse Dicionário é uma decisão. Sei que ele não está definitivamente terminado, nem é exaustivo, pois pode vir periodicamente a ser ampliado e melhorado. Neste sentido, quem o manusear e quiser propor algum novo termo ou a melhoria de outro pode comunicar-se através do contato.

Palavras Finais

O conteúdo deste Dicionário é todo retirado das 258 palestras do Guia Pathwork e dos livros publicados que contém parte do conjunto das palestras reunida por temas. Assumi a responsabilidade de identificar mais de 1.100 termos que se tornaram seus verbetes; pesquisar o conteúdo, sintetizando-o e organizando-o, além de elaborar cerca de 3.100 referências às palestras relacionadas com os termos incluídos e indicar mais de 2.700 termos correlatos por afinidade, proximidade ou contraste aos conceitos existentes.

Tomar a decisão de materializar este produto exigiu certa dose de ousadia e o investimento em horas de trabalho, que coloco à disposição de todos os interessados. Ele é fruto de um chamado interno à concisão e de um compromisso de estudo que sempre se renova a cada leitura que cada um de nós faz do conjunto de palestras, estudo esse sempre tão necessário, não só no caminho de transformação pessoal no qual nos engajamos, mas também no serviço que podemos prestar, seja como facilitadores de grupos de estudo ou como orientadores em processos de acompanhamento individual.

Saliento que tanto eu como Antonio não auferimos qualquer ganho pecuniário com esse trabalho, nem pensamos em receber qualquer vantagem, a não ser a satisfação de ver o Dicionário em circulação e beneficiando toda a comunidade Pathwork. Solicitamos, no entanto, caso o Dicionário seja utilizado para a confecção de textos ou quaisquer outros materiais didáticos, que o devido crédito lhe seja dado:

Clarice Nunes. Dicionário Pathwork. Regional Pathwork Rio de Janeiro – Espírito Santo.
In: http://www.pathworkrjes.com.br/PathworkDic/Consult/dictionary.php.

Sentença do Guia “Se o homem não consegue se permitir, livremente, no mais profundo do seu ser, fluir com a corrente cósmica, ele necessariamente distorce essa corrente cósmica em seu íntimo. Como não confia nessa força cósmica, e como se opõe a ela, e como essa mesma força cósmica se manifesta em seu eu mais profundo, ele não confia em si mesmo.” P. 149