Amor real
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Veja: Eu Real, Sentimento natural

É um sentimento autêntico, ativo, vigoroso, assertivo e livre, já que não sujeita o outro. Se estivermos plenos dele, conseguiremos aceitar como resposta um não. A base do amor é o amor saudável por si mesmo, intimamente relacionado à segurança interior, e que não é um comando da vontade ou da mente.

As etapas para alcançar o amor real são: o amor pelos objetos inanimados, que não exige o complicado mecanismo de perceber os sentimentos dos outros; o amor por ideias abstratas, princípios, arte e natureza, profissão, que movimenta a mente em alguma medida, mas ainda parece nos preservar do contato e envolvimento pessoais, favorecendo o isolamento; o amor pelas criaturas vivas que não o homem, o que exige trabalho, cuidado e não envolve o risco da rejeição; o amor pela humanidade como um todo, que permite evitar o envolvimento pessoal íntimo, embora exija esforço, reflexão e disposição ao sacrifício e, no ponto mais alto da escala, o amor por pessoas em relacionamentos íntimos.

A falta de amor pode se manifestar como separação, desesperança, falta de fé, depressão, visão triste do universo, medo, vitimização, ressentimento, atribuição de culpas, hostilidade e ódio patente com as muitas gradações intermediárias do espectro. A proibição ao amor vem de dois enganos básicos: a má interpretação da realidade e a subestimação do self. O amor maduro significa amar os outros, conhecê-los e, apesar de suas falhas, não fechar os olhos para eles, construindo sobre o bem que já existe ali.

Eva Pierrakos. Caminho para o Eu Real. São Paulo: Publicação Interna Pathwork São Paulo, 2012, Capítulos 16 e 17.

Palestras: 115, 133, 170, 180, 202, 240

115: PERCEPÇÃO, DETERMINAÇÃO E AMOR COMO ASPECTOS DA CONSCIÊNCIA
133: O AMOR, NÃO COMO UM COMANDO, MAS COMO MOVIMENTO ESPONTÂNEO DA ALMA DO EU INTERIOR
170: O MEDO VERSUS O ANSEIO PELA BEM AVENTURANÇA
180: O SIGNIFICADO ESPIRITUAL DO RELACIONAMENTO HUMANO
202: INTERAÇÃO PSÍQUICA DE NEGATIVIDADE
240: ALGUNS ASPECTOS NA ANATOMIA DO AMOR

ABC

Sentença do Guia “O fator decisivo não é com que um homem nasceu – vantagens e desvantagens, positivo ou negativo (do ponto de vista humano) – e sim o que o homem faz com isso.” P. 010