Estado de contração
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Veja: Círculo Vicioso

É o estado que tem lugar, quando existe uma atitude negativa em relação à vida, o que produz ódio, rancor, desconfiança, fingimento, desonestidade, engano de si mesmo, falsas ideias, trapaças secretas, autorrejeição, negação do Eu, da verdade, do estado momentâneo, da beleza do universo. Essas impurezas têm efeito adverso sobre a pessoa que não está verdadeiramente consciente delas.

Esse estado tem o objetivo, nunca alcançado, de afastar a experiência negativa da vida, tornando o homem mais rígido e endurecido e instituindo um anseio constantemente insatisfeito. Sem suportar sentimentos dolorosos, não estamos aptos a viver uma vida feliz, por isso a plasticidade da substância da alma e o estado de aberta vulnerabilidade são necessários.

O primeiro passo em direção à saída do estado de contração é uma disposição de procurar a própria contribuição no evento indesejável. O segundo passo é observar seu próprio movimento de contração, quando a experiência negativa e indesejável vem ao encontro. É preciso então começar por querer não se contrair, mas permanecer aberto de modo pulsante, mesmo para a experiência negativa e para o sentimento negativo, o que não é perigoso, pois não se perde contato com os sentimentos.

A contração, no entanto, pode também ser positiva. Ela é uma reunião interna de todas as forças; aquilo que aconteceu no estado expandido está sendo recolhido de volta para o interior do Eu. Está sendo dirigido, assimilado para em seguida trazer para fora os tesouros dos aspectos mais profundos do Eu.

A contração é tão necessária quanto a expansão. Ela é parte do movimento pulsante que perpassa toda a vida. Sem isso, a criação não pode existir.

Palestras: 187, 235

187: COMO LIDAR COM A ALTERNÂNCIA DOS ESTADOS DE EXPANSÃO E CONTRAÇÃO
235: A ANATOMIA DA CONTRAÇÃO

ABC

Sentença do Guia “Se o homem não consegue se permitir, livremente, no mais profundo do seu ser, fluir com a corrente cósmica, ele necessariamente distorce essa corrente cósmica em seu íntimo. Como não confia nessa força cósmica, e como se opõe a ela, e como essa mesma força cósmica se manifesta em seu eu mais profundo, ele não confia em si mesmo.” P. 149