Autoperdão
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Veja: Compaixão, Confusão, Coragem, Humildade, Medo da morte, Responsabilidade

É a atitude de perdoar-se, de ser tolerante para consigo mesmo.

Perdoar a si mesmo e encarar plenamente os próprios “pecados” é uma atitude que tem origem na coragem, na humildade, na vontade de assumir a responsabilidade por si mesmo, enquanto a leniência e o ódio do eu derivam da covardia, do orgulho, da vontade de não mudar, mas fazer o mundo mudar, e da falta de responsabilidade por si mesmo.

A dificuldade de conciliar o perdão e a mudança cria confusão e resulta em confusão, da mesma maneira que a divisão da entidade inteira original produzida pela queda.

Enquanto houver tal confusão, o verdadeiro eu não poderá nos mostrar o caminho desimpedido. Puxamos para os dois lados, e nenhum nos dá satisfação. Portanto, o nosso próprio ímpeto fica comprometido. Para compensar, reagimos compulsivamente – “preciso fazer o que é certo”, ideia que projetamos no mundo. E ficamos ressentidos.

Criamos uma confusão entre perdão a nós mesmos e cumplicidade e encobrimento dos aspectos negativos do Eu Inferior; entre culpa arrasadora e ódio por nós mesmos, com admissão honesta do que de fato está errado e precisa ser mudado.

A falta do perdão por si mesmo coloca em foco o medo da morte, porque um dos maiores castigos é a ameaça de extinção. No entanto, o próprio ato de encararmos nosso Eu Inferior merece compaixão.

Palestras: 094, 226

094: O EU VERDADEIRO VERSUS OS NÍVEIS SUPERFICIAIS DA PERSONALIDADE; PECADO E NEUROSE; CONCEITOS DIVIDIDOS QUE GERAM CONFUSÃO
226: A ABORDAGEM DO EU - PERDOAR-SE SEM TRANSIGIR COM O EU INFERIOR

ABC

Sentença do Guia “Quando vocês verdadeiramente puderem ver a relação causa e efeito na sua vida, vocês não só estarão motivados a desistir das atitudes e intenções negativas e a criar a intencionalidade positiva, vocês também ganharão maior percepção e maturidade emocional e espiritual. Maturidade é, num amplo sentido a habilidade de reunir causa e efeito.” P. 196